|

História no Brasil
Em 1884 era
organizada a primeira igreja adventista no
Brasil
Corria o ano de 1884. Um jovem alemão
conhecido como Borchardt, residente em
Brusque, Santa Catarina, envolve-se em uma
briga, ferindo gravemente seu oponente. Com
medo da polícia, resolve fugir em direção ao
Porto de Itajaí. Lá chegando, embarca
clandestinamente em um navio que rumava para
a Alemanha. Numa das escalas, acaba
conhecendo dois missionários adventistas que
lhe perguntam se conhece algum protestante
no Brasil. Meio desconfiado, Borchardt
responde que seu padrasto, Carlos Dreefke, é
luterano. Os missionários pedem-lhe o
endereço de Dreefke, deixando claro que o
único interesse deles é enviar literatura
religiosa para o Brasil.
Alguns meses depois, um pacote contendo
revistas adventistas em alemão chega à
Colônia de Brusque, endereçado a Carlos
Dreefke e com selo de Battle Creek, Estados
Unidos. A encomenda é aberta na casa
comercial de Davi Hort, um típico casarão
colonial de dois pavimentos, distante oito
quilômetros do atual centro de Brusque.
Dreefke, ainda meio desconfiado, toma para
si uma das revistas, com inscrição de capa A
Voz da Verdade, e distribui as outras nove
para seus amigos que ali estavam.
Com o tempo, algumas famílias demonstraram
interesse por aquelas publicações que
falavam, dentre outras coisas, na segunda
vinda de Cristo, num estilo de vida mais
saudável e na importância de se reservar o
sábado para atividades de cunho religioso.
Continuaram a pedir mais literatura, usando
o nome do Sr. Dreefke que, com medo de que
algum dia lhe mandassem a conta de todas as
revistas, acabou cancelando os pedidos
futuros.
A frustração foi geral. Quem poderia assumir
agora a responsabilidade pelas revistas? Um
polonês de nome Chikiwidowski chegou a se
responsabilizar pelos pedidos, mas seu
entusiasmo durou pouco. Foi então que uma
terceira pessoa entrou na história:
Frederich Dressler.
Dressler era filho de um pastor luterano, na
Alemanha. Foi expulso de seu país por ser
alcoólatra. Aproveitando as correntes
migratórias para o Brasil, veio parar em
Brusque. Trabalhou como professor, mas toda
a sua renda era gasta em bebida. Quando
Dressler ouviu falar das tais revistas
adventistas que eram enviadas de graça,
resolveu fazer um pedido, com a intenção de
vendê-las para alimentar o vício que o
destruía.
As revistas (como a Hausfreund , “Amigos do
Lar”) chegaram e, com elas, alguns livros.
Entre eles, um muito especial: o Comentário
Sobre o Livro de Daniel , de Uriah Smith.
Após a leitura desse livro, Guilherme Belz
se tornaria – anos mais tarde – o primeiro
no Brasil a reconhecer o sábado como dia de
descanso, através da literatura adventista.
Em certas ocasiões, enquanto Dressler
caminhava pelas ruas em busca de compradores,
os folhetos caíam-lhe das mãos trêmulas.
Como não havia muito papel espalhado pelo
chão naquela época, as pessoas, curiosas,
apanhavam os folhetos e os liam. Sem saber,
Dressler prestou grande contribuição à causa
adventista que ensaiava seus primeiros
passos em terras brasileiras.
A Sociedade Internacional de Tratados dos
Estados Unidos enviou centenas de dólares em
literatura, que Dressler transformou em
cachaça. Na venda de Davi Hort, Dressler
trocava as revistas e folhetos por bebida. O
Sr. Davi as usava como papel de embrulho. E
foi dessa forma que a mensagem adventista
conseguiu se espalhar mais e mais, como
folhas de outono, alcançando famílias e
corações nos quais a semente do evangelho
começava a germinar.
O primeiro converso no Brasil
Guilherme Stein Jr., primeiro converso
batizado no Brasil
Guilherme Belz nasceu na Pomerânia, Alemanha,
em 1835. Veio para o Brasil e estabeleceu-se
na região de Braunchweig (hoje Gaspar Alto),
a cerca de 18 quilômetros de Brusque. Certa
ocasião, ao voltar das compras na Vila de
Brusque, notou algo de especial em uma das
mercadorias. O papel de embrulho trazia um
texto escrito em alemão. A leitura do
impresso deixou Belz pensativo por várias
semanas, até que, ao visitar o irmão Carl,
descobriu que este havia comprado um livro
do alcoólatra Frederich Dressler – livro que
“coincidentemente” tratava, dentre outras
coisas, do mesmo assunto do folheto.
Casal de pioneiros Guilherme e Johanna Belz
O Comentário Sobre o Livro de Daniel, de
Uriah Smith, também estava escrito em alemão.
Ao tentar pegá-lo da estante, Guilherme
derrubou-o no chão. O livro se abriu
justamente no capítulo intitulado “O Papado
Muda o Dia de Repouso”. Este título fez Belz
recordar sua juventude na Alemanha.
Nascido em uma família luterana, Guilherme
tinha por hábito ler a Bíblia, mas algo o
intrigava: “Se apenas o sábado é mencionado
nas Escrituras, por que guardamos o domingo?”
Sua mãe Luise e o pastor de sua igreja
desconversavam e, por isso, a resposta teve
de aguardar muitos anos.
Como estava com pressa, Guilherme despediu-se
de Carl levando emprestado o livro –
segurando-o como se houvesse descoberto um
tesouro precioso. Chegando em casa, ele
investigou o assunto do sábado mais a fundo,
comparando o conteúdo do livro com a sua
Bíblia. Finalmente, Belz convenceu-se da
santidade do sábado. Guilherme tinha então
54 anos e tornava-se, assim, o primeiro a
reconhecer, no Brasil, o sábado como dia do
Senhor, graças à literatura adventista. Os
Belz não demoraram a espalhar sua nova
crença pela região. Pouco tempo depois,
algumas famílias já se reuniam para estudar
a Bíblia e orar.
Em maio de 1893, por designação da
Associação Geral da Igreja Adventista do
Sétimo Dia, o missionário Albert B. Stauffer
chegou ao Brasil. Juntamente com outros
missionários, Stauffer espalhou a literatura
adventista em Indaiatuba, Rio Claro,
Piracicaba e outras localidades. Assim, os
primeiros interessados na mensagem
adventista, em São Paulo, foram surgindo. O
mesmo aconteceu no Estado do Espírito Santo,
onde Stauffer espalhou vários livros O
Grande Conflito.
Albert Stauffer: primeiro missionário a
pisar em solo brasileiro
Os adventistas que, em São Paulo e no
Espírito Santo, observavam o sábado e criam
na volta de Jesus estavam totalmente alheios
à existência dos irmãos de Santa Catarina
que, já há alguns anos, professavam a mesma
fé.
Em agosto de 1894, chegou ao Brasil outro
missionário adventista: William Henry
Thurston. Acompanhado da esposa Florence,
Thurston veio dos Estados Unidos com a
missão de estabelecer um entreposto de
livros denominacionais no Rio de Janeiro,
para atender aos missionários no Brasil. Com
ele vieram duas grandes caixas de livros e
revistas impressos em inglês, alemão e pouca
coisa em espanhol. Na época, não havia nada
publicado em português, pois a Casa
Publicadora Brasileira só iniciaria suas
atividades a partir de 1900.
Para chegar ao seu destino, muitos impressos
eram despachados nos navios oceânicos,
outros nos barcos fluviais a vapor (ou mesmo
a remo), outros ainda em carros de boi, em
lombo de burro e, às vezes, em alguns
lugares, nas costas dos missionários.
O primeiro pastor adventista a visitar o
Brasil
O mesmo navio – Magdalena – que trouxe o
casal Thurston ao Brasil levou o Pastor
Frank Henry Westphal para a Argentina. Eram
poucos os primeiros representantes da Igreja
Adventista no continente sul-americano, na
época. No final de 1894, num território de
15.500.000 quilômetros quadrados, somente
dez homens se dedicavam à proclamação da fé
adventista, oralmente ou por escrito. Um
deles era o Pastor Westphal, os outros eram
os colportores-missionários. Mas, em apenas
cinco anos, os vinte já eram duzentos!
Neste mesmo ano – 1894 – o missionário
Albert Bachmeyer chegou ao Estado de Santa
Catarina. Grande foi sua alegria quando, ao
oferecer seus livros a uma família em
Brusque, descobriu que havia adventistas ali.
Imediatamente, transmitiu a boa notícia a
Thurston que, por sua vez, escreveu
informando o Pastor Westphal, na Argentina.
Westphal foi o primeiro ministro adventista
enviado para servir na América do Sul.
Ordenado ao ministério em 1883, em Michigan,
dedicou-se à missão urbana de Milwaukee e
lecionou História no Departamento Alemão do
Union College. Em 1894 foi chamado para
servir no continente sul-americano.
Em fevereiro de 1895, o Pastor Westphal
desembarcou no Rio de Janeiro, onde o
esperavam o casal Thurston e o colportor A.
B. Stauffer. Acompanhado por Stauffer, o
Pastor Westphal seguiu primeiro para o
interior de São Paulo, para batizar os
primeiros conversos naquele Estado.
Guilherme Stein Jr. foi o primeiro
adventista brasileiro a ser batizado, numa
manhã de abril do ano de 1895. Seu batismo
foi realizado no rio Piracicaba, que na
língua indígena significa colheita de peixes.
Stein Jr. desempenhou papel importante na
Obra Adventista do Brasil como missionário,
evangelista, professor, administrador,
redator e editor.
No dia 30 de maio de 1895, o Pr. Westphal
chega em Brusque, e lá encontra os primeiros
grupos de conversos ao adventismo, no Brasil.
Emocionados, os novos conversos ouviram pela
primeira vez a pregação de um ministro
adventista. Em oito de junho de 1895, foi
realizado o primeiro batismo de oito pessoas
no rio Itajaí-Mirim, uns cinco ou seis
quilômetros acima da Vila de Brusque. Três
dias depois, o Pastor Westphal realizou o
segundo batismo, em Gaspar Alto. Naquele dia,
mais 14 pessoas foram batizadas. Com esse
grupo de conversos catarinenses foi
organizada a primeira congregação adventista
do sétimo dia no Brasil, tendo como
primeiro-ancião Augusto Olm e diácono,
Guilherme Belz (no ano seguinte, 1896, foi
construído o primeiro templo em Gaspar
Alto).
Em 14 de dezembro de 1895, foi realizado o
primeiro batismo adventista no Estado do
Espírito Santo. Na ocasião, 23 pessoas foram
batizadas, tornando-se membros da Igreja
Adventista do Sétimo Dia.
Poucos anos depois, grupos de conversos
adventistas já realizavam a Escola Sabatina
em Campos dos Quevedos e Taquari (RS),
Brusque e Joinville (SC), Curitiba (PR), Rio
Claro e Indaiatuba (SP), Santa Maria (ES) e
Teófilo Otoni (MG). O árduo trabalho dos
missionários pioneiros prosperava, e mais e
mais pessoas eram salvas para o Reino de
Deus. Daquele humilde início, com algumas
dezenas de conversos espalhados aqui e ali,
hoje a Igreja Adventista do Sétimo Dia pode
louvar a Deus pelo seu rápido crescimento.
Dos dez milhões de membros que a igreja tem
no planeta, mais de um milhão estão no
Brasil, o que o torna o país com a maior
presença adventista no mundo.
Nossa missão hoje não é menos importante que
a iniciada pelos pioneiros, com esforço e
muita dedicação. Eles prepararam o caminho e
espalharam a preciosa semente da verdade.
Cabe a nós terminar a colheita para que
Cristo volte logo e encerre nossa
peregrinação. Maranata!
Desenvolvimento cronológico resumido da
Igreja Adventista no Brasil
Este é um relato cronológico sobre a
história da Igreja Adventista no Brasil. Ele
foi elaborado de maneira sucinta
apresentando somente as informações mais
relevantes em cada ano.
Muitos outros acontecimentos entretanto,
tiveram lugar na história e muitos outros
personagens participaram destes
acontecimentos, contudo não foi possível
fazer menção a eles.
Assim, pedimos desculpas e também
parabenizamos a todos estes que foram os
pioneiros nesta missão sagrada de levar as
boas novas de Jesus, e temos plena convicção
que se não os mencionamos aqui por nossa
falha, Cristo Jesus tem os seus nomes
escritos no Livro da Vida.
1879: Deu entrada no Brasil, através do
porto de Itajaí, SC, o primeiro pacote de
literatura adventista que continha 10
exemplares do periódico Stimme der Warheit (Voz
da Verdade em alemão), publicado em Battle
Creek, Estados Unidos.
1884: Um alemão por nome Dresler, professor
primário em Brusque, SC, resolveu
voluntariamente tomar sobre si o encargo de
pagar e distribuir toda publicação
adventista que lhe chegasse às mãos. Ele não
era adventista e sua conduta até pouco
recomendável, pois era um alcoólatra.
1887: Guilherme Belz, residente em Gaspar
Alto, SC, deparou-se com o livro Gedanken
über das Buch Daniel (Comentários sobre o
Livro de Daniel) de Urias Smith.
1890: Em princípios desse ano Guilherme Belz
e família, seguidos por vários vizinhos,
inclusive as famílias Olm, Look e Thrun,
decidiram guardar o sábado, mesmo sem
conhecer qualquer adventista.
1893: Chega ao Brasil, desembarcando em São
Paulo, o primeiro missionário designado pela
Associação Geral da IASD, o colportor Albert
B. Stauffer.
1894: Chega ao Brasil, desembarcando no Rio
de Janeiro, o segundo missionário adventista,
o colportor W. H. Thurston acompanhado da
esposa, vindos dos Estados Unidos. Sua
missão era estabelecer naquela cidade um
depósito de livros denominacionais para
suprir as necessidades da colportagem local.
1895: Em abril desse ano o Pr. Francisco H.
Westphal realizou o primeiro batismo de
conversos adventistas no Brasil, na cidade
de Piracicaba, interior de São Paulo. O
segundo batismo ocorreu em Rio Claro, no
mesmo Estado. Depois houve outros batismos
em Indaiatuba, Brusque e Gaspar Alto, esses
dois últimos em Santa Catarina. Chega ao
Brasil o primeiro pastor, por nome Huldreich
Graf. Criada a Missão Brasileira da IASD e
organizada a primeira igreja no Rio de
Janeiro. No dia 14 de dezembro, o Pr. Graf
realiza um batismo de 23 pessoas em Santa
Maria do Jetibá, ES.
1896: Nesse ano foi organizada a Igreja
Adventista de Gaspar Alto, SC, sob a
supervisão do Pr. Huldreich Graf. Em 1º de
julho passou a funcionar em Curitiba, PR, o
primeiro educandário adventista, Colégio
Internacional de Curitiba, dirigido pelo
Prof. Vicente Schmidt e logo a seguir pelo
Prof. Guilherme Stein Jr. Chega ao Brasil o
segundo pastor, Frederico W. Spies, vindo da
Alemanha, onde havia sido Diretor de
Colportagem.
1897: Em 15 de outubro foi estabelecida uma
escola missionária adventista em Gaspar
Alto, SC, iniciada pelo Prof. Guilherme
Stein Jr.
1900: Inicia-se no Rio de Janeiro a
publicação da mensagem adventista em língua
portuguesa com a edição da revista O Arauto
da Verdade; em 1913 passou a se chamar
Sinais dos Tempos, e em 1923 O Atalaia.
1902: A Missão Brasileira da IASD passa a
ser Associação Brasil (atual associação Rio
de Janeiro, que foi reorganizada em 1951, em
1980 e em 1998) com 15 igrejas e 860 membros.¬
1903: Uma segunda escola missionária foi
fundada em Taquarí, RS, tendo como seu
primeiro diretor o Prof. Emílio Schenk.
1905: Com o nome de "Sociedade Internacional
de Tratados no Brasil," a tipografia em
Taquari, Rio Grande do Sul, inicia sua
produção.
1906: Inicia-se a publicação da Revista
Trimestral (erroneamente chamada Trimensal).
Em 1908 foi substituída pela Revista Mensal,
e de 1931 em diante passou a denominar-se
Revista Adventista. Funda-se as seguintes
associações e missões da IASD: Associação
Sul-Riograndense é composta de seis igrejas
e 444 membros, enquanto que Associação
Paraná-Santa Catarina tem 12 igrejas e 427
membros. A Missão Paulista é composta de
apenas uma igreja com 23 membros e a Missão
Norte tem três igrejas com 176 membros.
1907: Transfere-se para Santo André, São
Paulo, próximo à estação de São Bernardo, a
tipografia adventista de Taquari, que mais
tarde passou a se chamar "Casa Publicadora
Brasileira."
1908: Chegam da Alemanha para a Casa
Publicadora dois prelos movidos com motor a
gasolina.
1910: Em face de novos e mais abarcantes
planos, e também devido a não estar bem
localizada, a IASD decidiu fechar a escola
de Taquari. É estabelecida a Associação
Espírito-Santense, que foi reorganizada em
1955 e 1980.
1911: É organizada a União Brasileira com
sete campos, 68 igrejas e 1.550 membros.
1915: É fundado o Colégio Adventista
Brasileiro, mais tarde Instituto Adventista
de Ensino e hoje Centro Universitário
Adventista de São Paulo (UNASP) com 3 campus
(São Paulo, Engenheiro Coelho e Hortolândia).
1919: É organizada duas uniões no Brasil: a
Sul e Este. A Missão Bahia é composta de uma
igreja com 91 membros.
1920: É ordenado ao ministério o primeiro
pastor evangelista brasileiro, Pr. Joseph
Amador dos Reis. O Brasil já tem 12 campos,
68 igrejas e 3.571 membros.
1921: Estabelecida a Missão Mato-Grossense
com cinco membros.
1922: No então Colégio Adventista gradua-se
a primeira turma de formandos do seminário
de Teologia. É fundada a Associação Paulista
com 750 membros. No país existe 84 igrejas e
7.015 membros.
1924: O Pr. J. Berger Johnson, então gerente
da Casa Publicadora Brasileira, realizou no
dia 29 de novembro o batismo dos primeiros
conversos no Estado de Goiás.
1927: Fundada a Associação Brasil Central da
IASD.
1928: Iniciou-se o trabalho entre os
indígenas carajás, na missão do Rio
Araguaia, pelo Pr. A. N. Allen. Funda-se o
Ginásio Adventista de Taquara, hoje
Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (IACS),
no Rio Grande do Sul.
1931: No vasto Amazonas a lancha
médico-missionária "Luzeiro I", pilotada
pelo missionário Leo B. Halliwell, iniciou o
grande trabalho filantrópico da região.
1932: Organizada a Missão Nordeste da IASD.
1936: Organiza-se a União Norte-Brasileira
da IASD, com a Missão Costa-Norte. Foi
estabelecida a Fábrica de Produtos
Alimentícios Superbom, anexo ao Colégio
Adventista Brasileiro.
1937: A União Norte Brasileira da IASD é
organizada com três igrejas e 226 membros.
1939: Inicia-se a publicação da revista Vida
e Saúde. O Dr. Antônio Alves de Miranda
passou a dirigir uma pequena clínica,
estabelecida na capital de São Paulo, sob o
nome de Sanatório Boa Vista, precursor do
Hospital Adventista de São Paulo. Foi
fundado o Instituto Teológico Adventista,
hoje Instituto Petropolitano Adventista de
Ensino (IPAE), em Petrópolis, RJ.
1940: O Brasil já conta com 11 campos, 106
igrejas e 13.849 membros.
A Associação Baixo-Amazonas, bem como a
Missão Central Amazonas e Federação
Sul-Paranaense da IASD são organizadas.
1942: Funda-se em São Paulo a Casa de Saúde
Liberdade, hoje Hospital Adventista de São
Paulo (HASP). A Clínica de Repouso White foi
estabelecida no Rio de Janeiro, sob a
direção do Dr. Chester S. Schneider, sendo
substituída, em 1948, pelo moderno Hospital
Adventista Silvestre (HAS).
1943: Funda-se o Educandário Nordestino
Adventista (ENA), em Belém de Maria, PE. O
programa de "A Voz da Profecia" começa a ser
irradiado através de 17 emissoras, sob a
direção do Pr. Roberto M. Rabello.
1947: Funda-se, em Butiá, PR, o Ginásio
Adventista Paranaense, hoje Instituto
Adventista Paranense (IAP), transferido
posteriormente para Curitiba e anos mais
tarde para o município de Ivatuba, PR, onde
está atualmente.
1948: Iniciou-se o curso de
enfermeiro-padioleiro, sob o comando de Pr.
Domingos Peixoto da Silva, então Secretário
da Liberdade Religiosa e Deveres Cívicos
para o Brasil. Estabelecido o Hospital
Adventista Silvestre no Rio de Janeiro.
1949: Em Santo Amaro, SP, foi estabelecido o
"Lar da Velhice". No município de Sumaré,
próximo de Campinas, interior de São Paulo,
começou a funcionar o Ginásio Adventista
Campineiro, hoje Instituto Adventista São
Paulo (IASP).
1950: Na capital do estado do Pará, Belém,
começa a funcionar o Hospital Adventista de
Belém (HAB). Sob a direção do Dr. Edgar
Bentes Rodrigues, teve início a Clínica
Adventista de Mato Grosso, depois conhecida
como Hospital Adventista do Pênfigo, e hoje
como Hospital Adventista de Campo Grande, na
cidade de Campo Grande. O país conta com 106
igrejas divididas entre 13 campos, e 13.849
membros.
1953: Surge a revista Nosso Amiguinho,
destinada ao público infanto-juvenil.
1955: Fundada a Associação Minas Gerais da
IASD, que foi reorganizada em 1968, 1980 e
1983.
1956: Realiza-se o primeiro congresso Sul-Americano
da Juventude Adventista no Hotel Quitandinha,
em Petrópolis, RJ. Comemorou-se ali o 40º
aniversário da Divisão Sul-Americana da
IASD.
1957: Com a divisão da Associação
Paraná-Santa Catarina surge a Missão
Catarinense, com sede em Florianópolis, hoje
chamada Federação Catarinense da IASD.
1958: É lançada a revista Mocidade para os
jovens brasileiros.
1960: O Brasil passa da casa dos 59 mil
membros divididos entre 279 igrejas.
1961: É fundado o primeiro Clube de
Desbravadores do Brasil, na cidade de
Ribeirão Preto, SP, bem como o Instituto
Adventista Grão-Pará em Belém, PA.
1962: O programa evangelístico "Fé para Hoje"
passa a ser transmitido pela TV em São
Paulo, sob a direção do Pr. Alcides
Campolongo.
1963: É fundado o Educandário
Espírito-Santense Adventista (EDESSA), no
município de Colatina, ES. Inaugurado o
primeiro templo no Distrito Federal, em
Taguatinga.
1968: É doado pelo INCRA área para o
estabelecimento do Instituto Adventista
Agro-Industrial da Amazônia Ocidental, em
Mirante da Serra, RO.
1969: Começa a funcionar a Faculdade
Adventista de Enfermagem (FAE), no IAE, SP.
1970: Com 15 campos e 554 igrejas o país
chega a 150.580 membros.
1972: Em julho desse ano é fundado o Lar
Infantil Neanderthal, em Hortolândia, SP.
1973: Inicia-se a programação radiofônica "Uma
Luz no Caminho", sob a orientação do Pr.
Paulo Sarli. Começa a funcionar a Faculdade
Adventista de Educação (FAED), no IAE, SP.
1974: É fundado o Instituto Adventista
Agro-Industrial (IAAI), em Manaus, AM.
1975: O Centro Educacional Ilustrado (CEI)
inaugura sua sede em Santo Amaro, SP.
1976: Inaugurada em Brasília, no dia 22 de
junho, a nova sede da Divisão Sul-Americana
da IASD, transferida de Montevidéu, Uruguai,
para o Brasil.
1977: Fundação da Clínica Médica Adventista
em Manaus, bem como a formação do Grupo
Hospitalar Adventista do Brasil (GHAB).
Aquisição pela Golden Cross do Hospital São
Lucas, no Rio de Janeiro, incorporado ao
GHBA.
1978: Com a divisão da Associação Paulista
da IASD em dois campos, são fundadas as
Associações Paulista Oeste e Paulista Leste.
Inauguração do edifício do Seminário
Adventista Latino-Americano de Teologia
(SALT) no IAE-SP. Em março desse ano, o Lar
Adventista Paul Harris de Apucarana, PR,
começa suas atividades, bem como o Hospital
Adventista de Manaus. O Instituto Adventista
Transamazônico Agro-Industrial foi
inaugurado.
1979: Foi fundado o Instituto Adventista de
Ensino do Nordeste (IAENE), no Estado da
Bahia. Com a divisão da Missão
Mato-Grossense da IASD, surge a nova Missão
Mato-Grossense em Cuiabá, na União
Sul-Brasileira.
1980: Com a divisão da Missão
Central-Amazonas da IASD, surge a Missão
Amazônica Ocidental, com sede em Porto
Velho, Rondônia, na União Norte-Brasileira.
Estabelecido o Colégio Adventista de
Salvador. Aquisição do Hospital Santa Mônica,
Belo Horizonte e da Clínica Adventista de
Terapia Natural, (São Roque) em Ibiúna, SP,
ambos incorporados ao GHBA.
1981: Estabelecimento do programa de
mestrado em Teologia pelo Seminário
Adventista Latino-Americano (SALT), do
IAE/SP (Reitor: Dr. Mário Veloso), junto a
Divisão Sul-Americana, bem como do Instituto
Adventista do Nordeste. É fundado o
Instituto Adventista Brasil Central, próximo
à cidade de Anápolis, GO. Aquisição do
terreno para a construção do Instituto
Adventista Catarinense, entre as cidades de
Blumenau e Joinville, no Estado de Santa
Catarina.
1982: Inicia-se a transmissão do programa de
TV "Encontro com a Vida" com o Pr. Roberto
Conrad. Inauguração do Hospital Adventista
de Vitória, incorporado ao GHBA. A Federação
Paulista Leste da IASD é fundada.
1983: O Hospital Adventista Silvestre
inaugura novas instalações para os setores
de dietética e administração. Enquanto a
compra da fazenda para o novo IAE é feita, é
estabelecido o Instituto Adventista de
Ensino de Minas Gerais (IAEMG). As missões
Brasil Central e Catarinense adquirem novo
status, passando a Associações. A Associação
Paulista Leste da IASD é dividida em Leste e
Sul.
1984: Iniciada a execução do projeto da nova
Casa Publicadora Brasileira, bem como é
lançada a pedra fundamental no Novo IAE, em
Artur Nogueira, SP. Missão Mato-Grossense
ganha novo prédio para acomodar a
administração do campo. Realizado, em Foz do
Iguaçú, o I Campori Sul-Americano de
Desbravadores, com a presença de 3.500
desbravadores de oito países, e o I
Congresso da Associação Ministerial Feminina
(AFAM) de Porto Alegre, RS. Dos 52% dos
brasileiros que já ouviram falar nos
adventistas mais da metade desconhece
inteiramente a sua mensagem.
1985: É inaugurado o Instituto Adventista
Brasil Central (IABC)
1986: Reorganizada a União Sul Brasileira da
IASD, que se dividiu formando a União
Central Brasileira.
1987: Com a presença de representantes da
Associação Geral da IASD, foi fundado no IAE
o "Centro de Pesquisas Ellen G. White".
1988: Organizada a Missão Maranhense, bem
como a Missão Sergipe-Alagoas. Cursos de
Letras e Ciências são acrescidos à Faculdade
de Educação. No primeiro ano do Centro de
Produção Artística (CPA/IASP) 57.919 pessoas
foram atingidas através de concertos,
semanas de oração, concílios, cultos,
programas jovens, congressos, vigílias e
acampamentos, e como resultado 1.140 não
adventistas pediram estudos bíblicos.
1989: Divisão da Associação Paulista Oeste
da IASD em duas: Paulista Oeste e Paulista
Central.
1990: Compra de uma grande lancha para o
trabalho missionário no Rio Purús, da Missão
Central Amazonas.
1991: Divisão da Federação Paulista Sul da
IASD em duas: Paulistana e Paulista Sul. Em
3 de novembro é lançado o programa de
televisão "Está Escrito" na Rede
Bandeirantes. Os adventistas são em número
de 706.409.
1992: Organizada a Associação de Obreiros
Jubilados Adventistas de Hortolândia (AJAH),
com sede própria à partir de agosto. A
Missão Global penetra em 1.200 novas áreas
no Brasil.
1993: O programa "Revive" na praia de
Camburi em Vitória, ES, tem audiência em
média de 15 mil por noite.
1994: Estabelecida a Federação Planalto
Central da IASD, com sede administrativa em
Brasília, DF.
1995: Criado o Sistema Adventista de
Comunicação (SISAC).
1996: Fundada a União Nordeste Brasileira da
IASD, bem como a Missão Ocidental Sul
Riograndense. Celebração do centenário da
educação adventista. Inaugurada a nova sede
do SISAC em Nova Friburgo, RJ.
1997: Número de Adventistas nas Uniões
Brasileiras: Central – 11.817; Este – 8.652;
Nordeste – 15.937; Norte – 18.460; Sul –
7.671. Inauguração do Centro Adventista de
Vida Saudável (CAVS) em Nova Friburgo, RJ,
bem como da Clínica Médica em Porto Alegre.
1998: Realizada a primeira defesa pública,
pelo Pr. Luiz Nunes, de tese doutoral pelo
SALT, bem como o I Simpósio da Memória
Adventista no Brasil com o tema "História do
IAE-Ct, 15 anos", ambos no IAE- C2. O
Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (IACS)
comemora 70 anos. O número de adventistas no
Brasil chega a 882.352.
1999: Reorganizada a Missão Nordeste
Brasileira da IASD, composta agora pelos
Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte,
criando a Associação Bahia Sul, e a
Associação Pernambucana. 50 anos do
Instituto Adventista de Ensino (IASP).
Conferido pelo MEC ao Instituto Adventista
de Ensino o status de "Centro Universitário",
com sede no IAE – Campus 1, em São Paulo.
2000: Centenário da Casa Publicadora
Brasileira.
Nesta década a Igreja progrediu muito pela
direção do Espírito Santo, tornando-se uma
igreja cristã comprometida cada vez mais com
a sociedade brasileira na educação, saúde e
compromisso de levar o evangelho eterno as
pessoas, pois Jesus transforma vidas.
A igreja possui hoje um vasto sistema
educacional, médico, assistência social e de
comunicação através da Rede de TV e Rádio
Novo Tempo. Em tudo damos glória e honra a
Deus, pois Jesus faz a diferença!
Michelson Borges é redator da Casa
Publicadora Brasileira e autor dos livros A
Chegada do Adventismo ao Brasil (Casa) , A
História da Vida, Por Que Creio e Nos
Bastidores da Mídia
(seu
blog: www.michelsonborges.blogspot.com)
<|
|